Em comemoração ao lançamento de “O Código da Febre” em paperback no Reino Unido, rolou uma divulgação do livro através de enigmas com a tag #CrackTheFeverCode. Ao serem desvendados os enigmas, um vídeo foi liberado, revelando segredos nunca antes dito por James Dashner e nós traduzimos todas abaixo:

ALERTA DE SPOILER PRA QUEM NÃO LEU “A CURA MORTAL” NOS DOIS VÍDEOS

“Passei muitos anos pensando sobre a série, planejando e decidindo como iria terminar. Espero que vocês tenham lido os livros, que estejam familiarizados com tudo isso, pois acho que seria divertido compartilhar como tentei com esforço deixar minha imaginação fluir sem barreiras quando estava pensando em como terminar a série. Eu fui pra vários lugares malucos tipo descobrir que no final que o cérebro de Thomas foi tirado do corpo, que estava numa jarra, e eles (CRUEL) estavam estimulando ele (o cérebro), acrescentando novas memórias e fazendo experiências, e demorou uns 3 segundos pra perceber que isso era muito estúpido. Também tive uma ideia louca de quando eles tivessem chegado na ilha uma hora ia chegar um helicóptero e Teresa sai de fora dele dizendo ‘Ei! Minha morte foi falsa e blah blah blah’ e que teria mais problemas no futuro… E eu também percebi que seria muito estúpido. Acho que o final que chegamos foi satisfatório, sei que muitas coisas ruins aconteceram, algumas mortes que me falam muito, mas senti que nos mantivemos fiel ao mundo. Sempre ouço muito a pergunta ‘O que acontece com eles depois de chegarem na Ilha?’ e muito disso eu gosto que fiquem na imaginação de vocês, mas na minha mente e coração, eles estão seguros e estão nessa ilha protegidos dos Cranks e do Fulgor, e ficarão nela por muitos anos. Mas assim que eles chegarem ao ponto de ter bastante tecnologia, de aprender como sobreviver, quem sabe construir um barco ou navio, eles viajarão de volta a civilização, e nessa época o Fulgor já vai ter acabado, extinguido do mundo. É assim que vejo o futuro deles.”

“Nunca quis compartilhar isso, pois sinto que a versão final de um livro é sagrada, mas achei que seria interessante pra vocês. Nos estágios iniciais de escrever a série, sabia que queria alguém do grupo original dos Clareanos tendo um final não feliz. Que ele fosse uma variável controlada, que pegasse o Fulgor alguma hora, e que teria uma morte trágica que iria nos assombrar até depois de ter terminado de escrever/ler os livros. Teve um tempo onde eu estava tentando decidir se essa pessoa seria Minho ou Newt. Nunca disse pra alguém isso, especialmente em público assim… Então eu fiquei angustiado… Angústia é a palavra certa pra descrever como eu decidi entre eles e eu sempre ficava em dúvida entre os dois. No final pareceu o certo, pareceu o lógico fazer com que Newt tivesse aquele fim definitivo como aconteceu no livro. De qualquer forma, tem muita gente por aí que ama Minho demais, muitos que amam Newt demais, então isso poderia botar lenha na fogueira dos debates e como vocês se sentem sobre os personagens, mas no final acho que fiz o certo. Sei que isso nos assombra e que deixou muitas pessoas tristes, mas acho que esse é o poder de contar uma história. Que nos apaixonamos por personagens que parecem reais para nós. E sentir essas emoções que podem nos preparar para coisas que podemos sentir no mundo real, e nos ensinar sobre coisas que acontecem nas nossas vidas, e esse é o poder de contar histórias.”

Tradução feita pela equipe The Maze Runner Brasil. Se copiar, dê os devidos créditos.