Sendo fã dos livros desde 2013, esse momento foi muito ansiado por mim. Tendo amado o primeiro filme, ficado em dúvida quanto ao caminho que a trilogia ia levar no segundo filme, as expectativas para o terceiro só aumentaram.

“Maze Runner: A Cura Mortal” difere bastante dos dois primeiros filmes. Não só quanto a duração (sendo o maior de todos, com 2 horas e 22 minutos), nem quanto a ambientação (somos apresentados a novos lugares como A Última Cidade), mas quanto a história. O objetivo principal é um: salvar Minho. Para isso, ao contrário dos primeiros, eles param de fugir/esconder do CRUEL e encaram eles de frente.

Logo de cara somos apresentados a uma sequência belíssima de ação, mostrando que seria um filme eletrizante desde o início, que não para pra explicar, que te deixa inquieto e sem fôlego. E seguiu assim, as sequências de ação sendo um dos pontos altos, assim como nos primeiros filmes todas foram muito bem feitas. Wes Ball (diretor) aliado com a trilha sonora de John Paesano, que te imerge nas cenas, e as atuaçõe conseguem fazer de forma notável que a tensão transborde na tela.

Falando em atuação, todos conseguiram interpretar muito bem seus personagens, nos fazendo acreditar em suas motivações, e são especiais de formas diferentes. Destaque principal para Dylan O’Brien, que consegue me surpreender cada vez mais. É incrível sua capacidade de transparecer as emoções tão facilmente que é impossível não sofrer junto com ele. Não podia deixar de falar da atuação sensacional de Thomas Sangster. Quem é fã sabe o que esperar e ele entrega tudo aquilo com a garra e visceralidade que as cenas requerem. Seus momentos com Dylan são emocionantes e a química dos dois na tela é inegável e linda de se ver. Kaya Scodelario, mais uma vez interpretando o conflito de sua personagem de forma brilhante e com maestria, provando de vez que foi a escolha certa pra interpretar Teresa, assim como o próprio Wes Ball já imaginava ao ler os livros. Suas cenas com o Dylan são dramáticas e comoventes. Destaque também para a nova adição, Walton Goggins como Lawrence, que consegue surpreender a todos. A maquiagem feita nele é de dar arrepios, e ele é responsável por trazer uma referência direta do segundo livro que os fãs irão amar!

As mais de 2 horas de filme podem parecer arrastadas para quem não leu os livros, mas para quem acompanha cada cena tem um propósito. Wes Ball e TS Nowlin (roteirista), assim como prometido desde o segundo filme, conseguiram amarrar as pontas soltas deixada na sequência anterior. Desse modo, as mudanças feitas são explicadas nesse terceiro filme, e elas fazem sentido! Mas como nenhum filme é perfeito, A Cura Mortal tem alguns furos (trataremos sobre eles em vídeos no canal) e alguns personagens foram deixados de lado durante o longa, mas que é compreensível visto que se trata de um tempo curto para abordar tantas histórias.

Mesmo assim, é inegável que “Maze Runner: A Cura Mortal” trouxe um fim digno para a trilogia, respeitando a essência dos livros com a mesma qualidade deles, colocando os momentos marcantes e fundamentais da história, encerrando de uma bela forma um ciclo iniciado em 2014. Nadando contra a maré de azar das adaptações de livros voltados pro público jovem, Maze Runner conseguiu seu desfecho.

Deixei o cinema com os olhos inchados de tanto chorar, pois é visível o carinho e dedicação colocado nesse filme, nos detalhes da linda cinematografia, nos efeitos visuais comandado de perto pelo Wes Ball, na trilha sonora instrumental de te emocionar até sem ver as cenas, na empolgação demonstrada nas entrevistas com o elenco, tudo isso fez “Maze Runner: A Cura Mortal” marcar o fim de uma jornada que dificilmente decepcionará algum fã. De modo geral, nota nenhuma conseguiria resumir a gratidão que tenho por ver essa história sendo adaptada. O que resta é desejar um caminho brilhante para todos envolvidos nessa trilogia, principalmente para Wes Ball, que conseguiu com Maze Runner ter sua primeira experiência (bem sucedida) como diretor.

– Yasmin Ribeiro

  • cris

    Adorei a crítica! Vou assistir o filme por causa dela. Espero que seja bom!

  • ERICK LOPES

    Estão se falando tanto que este filme é o último da saga, mas existem mais 2 livros da saga… não estão levando em conta?? Será que não haverá filme para eles?

  • ERICK LOPES

    Estão se falando tanto que este filme é o último da saga, mas existem mais 2 livros da saga… não estão levando em conta?? Será que não haverá filme para eles??

  • Paul

    Estão se falando tanto que este filme é o último da saga, mas existem mais 2 livros da saga… não estão levando em conta?? Será que não haverá filme para eles?

    • Yasmin Ribeiro

      Os outros dois livros são prequels, se passam antes de Correr ou Morrer. Muito pouco provável de fazer um filme…